quarta-feira, 30 de julho de 2014

Agende sua visita!


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CLUBE DE ASTRONOMIA DO COLÉGIO ESTADUAL HUMBERTO DE CAMPOS (CACEHC)
SANTO ANTONIO DO SUDOESTE -PR

AGENDE SUA VISITA
FONE: (46) 3563 2792
e-mail:cacehc.cacehc@gmail.com


EVENTO: Agenda científica para os escolas e colégios do NRE Fco Beltrão
LOCAL DE OBSERVAÇÃO: A combinar, depende do programa desejado.
SEDE DO CLUBE: Colégio Estadual Humberto de Campos - EFMP

CONFIRA NOSSO BLOG: cacehc-cacehc.blogspot.com.br

EQUIPAMENTO
1- Refletor Newtoniano de 200mm + Barlon 2,5 vezes e filtro solar
2- Mak90EQ1
3- Mak90 Virtuoso Heritage + Barlon 2 vezes
4-Mak127EQ3 Allview + filtro solar e Diagonal Dielétrica
5- Painel para fotografia de Astronauta (Buzz Aldrin pisando na Lua)
6- Binóculo Órion Scenix 10X50
ALGUNS OBJETOS OBSERVÁVEIS NO 2º SEMESTRE DE 2014
Obs.: As observações, especialmente durante o dia poderão ser combinadas com visitação ao 'ESPAÇO EDUCATIVO DINÂMICA DA TERRA', com baners, maquetes e experimentos que mostram a dinâmica do nosso planeta, bem como uma coleção de mais de 250 amostras de rochas e minerais.
Durante o DIA
MANHÃ -Sol (manchas solares) e Lua minguante
TARDE - Sol (manchas solares) e Lua crescente

Durante a NOITE
- O planeta vermelho (Marte)
-Lua (crateras e áreas de pouso das Apollos) – a partir do 3º dia da Lua nova até o 2º dia da Lua cheia.
- Saturno e seus anéis (até início de outubro)
- Vênus e suas fases (a partir de final de novembro)
- Aglomerados de Estrelas
1- NGC 4755 - Caixa de Joias
2- IC 2602 ou Plêides do Sul
3- NGC 5662
4- Aglomerado Ômega Centauri (NGC 5139)
5- Aglomerado Globular M4
6- Aglomerado Globular M22
7- Aglomerado M76 (NGC 6231)
- Nebulosas
1- NGC 3918 - nebulosa planetária azul.
2- NGC 3372 ou Nebulosa Eta Carinae
3- Nebulosa Trífida (M20 - NGC 6514)
4- Nebulosa da Lagoa (M8 - NGC 6523)
5- Órion (M42) (a partir de final de novembro)
- Constelações
- Galáxias
1- NGC5128 – até o final de setembro
2- Andrômeda (M31- NGC 224) – a partir do início de outubro

sábado, 17 de março de 2012

CACEHC inicia a temporada de observações 2012

Na noite de 08/03/2012, o Clube de Astronomia do Colégio Estadual Humberto de Campos (CACEHC) iniciou suas atividades abertas ao público a partir das 19 horas, o local escolhido foi a praça central da cidade de Santo Antonio do Sudoeste/PR. O projeto “Astronomia na Praça”, acontece com uma ou duas edições mensais, dependendo das condições do céu (bom para observação).

CACEHC encerra o ano de 2011 com novo uniforme


No dia 08/12/2011, membros de CACEHC, realizaram o encerramento das atividades do ano de 2011 com uma observação no pátio do centro de eventos da Linha São Domingos, interior do município de Santo Antonio do Sudoeste. O pessoal já estava bonito na fotografia exibindo o novo uniforme.


































Telescópio Mak90EQ1


Logo após a aquisição do Mak90, os integrantes do CACEHC reuniam-se em fins de tarde para treinar a utilização do novo equipamento. Na oportunidade fotografaram a Lua Crescente antes do anoitecer.




























terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

CACEHC participou do desfile de 7 de setembro de 2011



O CACEHC foi um dos atrativos do Espaço Educativo "Dinâmica da Terra" durante a 13ª Feira de Ciencias do HC

ESPAÇO EDUCATIVO "DINÂMICA DA TERRA"

O espaço começou a ser pensado a partir do interesse e do compromisso dos próprios alunos, o material já produzido no antigo "Viva a Escola", foi ampliado e melhorado e assim, constitui-se diversas práticas que oferecem suporte para entender a dinâmica do nosso planeta. A proposta foi pensada para suprir a carência de atividades mais práticas, que estimulem os alunos na busca pelo conhecimento científico, para que tenham motivos para ir à escola, que tenham dúvidas para serem sanadas, pois ao buscar o novo, surgem inquietações.




















CRATERA DE METEORITO EM VISTA ALEGRE, MUNICÍPIO DE CORONEL VIVIDA/PR

Cratera descoberta por docente do IG
é tombada pelo patrimônio histórico

Alvaro Crósta e alunos constataram que a depressão
circular situada no PR foi formada por choque de meteorito

A cratera de impacto meteorítico de Vista Alegre, descoberta em 2004 pelo professor Alvaro Crósta e seus alunos do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp, passou a integrar o patrimônio histórico do estado do Paraná. A cerimônia de tombamento ocorreu às vésperas do último Natal, no município de Coronel Vivida, onde está localizada a cratera. Na mesma ocasião, os Correios lançaram um selo comemorativo trazendo a imagem de satélite da cratera marcada por uma depressão circular com 9,5 quilômetros de diâmetro.
A área tombada tem cerca de 10 mil metros quadrados e contém uma pedreira onde estão expostas as rochas formadas pelo impacto do meteorito, na entrada do bairro Vista Alegre. Há também o projeto de um mirante, a ser construído em uma região elevada da borda da cratera, que permitirá ao visitante observar toda a circunferência. A área total da cratera é enorme e é utilizada principalmente para cultivo de grãos; são terras bastante valorizadas devido à topografia mais favorável do interior da estrutura, esclarece Alvaro Crósta.
A cratera de Vista Alegre já havia sido transformada em sítio geológico para fins de turismo e divulgação científica em 2006, com o reconhecimento da Mineropar – empresa que regula as ações de geologia e recursos minerais no Paraná. Quando Crósta e seus alunos viajaram até a região e constataram que a depressão circular havia sido formada por choque de meteorito, os moradores custaram a acreditar. As crateras de impacto meteorítico representam eventos catastróficos de enormes proporções, que mexem com o imaginário das pessoas. Meus alunos têm feito palestras nas escolas do município de Coronel Vivida, utilizando a cratera como tema. Além de prosseguirmos com o trabalho científico, outro dos nossos objetivos é criar uma ponte entre ciência e cultura, aproveitando os elementos locais.
Segundo o professor, crateras de impacto não são comuns na Terra, ao contrário do que ocorre em outros corpos planetários sólidos como na Lua ou em Marte. O motivo é que, com o decorrer do tempo geológico, as crateras vão sendo obliteradas por fenômenos de erosão, sedimentação e movimentos de placas tectônicas. O planeta já sobreviveu a inúmeros impactos, mas o homem moderno não testemunhou nenhum, já que a probabilidade de uma ocorrência deste porte é de uma a cada milhão de anos, felizmente. Portanto, trabalhamos apenas as evidências indiretas de eventos de impacto contra nosso planeta.
Um dos objetivos científicos dos estudos feitos pelo grupo de Alvaro Crósta é estabelecer a idade da cratera de Vista Alegre, e também de outras crateras meteoríticas brasileiras. Estamos estabelecendo parcerias com dois grupos de pesquisa da Alemanha e da Áustria, os mais avançados no estudo de crateras. Em maio, estaremos visitando junto com eles as crateras de Serra da Cangalha e Riachão, nos estados de Tocantins e Maranhão, e em julho Vista Alegre e Vargeão, contando com a larga experiência desses pesquisadores para avançarmos no estabelecimento das idades dessas crateras.
No caso de Vista Alegre, quando o corpo celeste se chocou na superfície, as rochas eram os basaltos do período Cretáceo, pertencentes à unidade geológica Formação Serra Geral. Trata-se de rochas vulcânicas de cor cinza escura, popularmente conhecidas como “pedra-ferro”, originadas quando o continente sul-americano começou a se separar do continente africano. A dedução é que o impacto ocorreu depois da consolidação destas lavas, que têm pouco mais de 130 milhões de anos.
Nas escolas da cidade de Coronel Vivida e aos visitantes da cratera de Vista Alegre, é distribuído um folheto em três versões (português, espanhol e inglês), elaborado pelo professor Alvaro Crósta e por alunos do Instituto de Geociências e produzido pela Mineropar. O folheto explica que asteróides viajam pelo espaço a velocidades de 4.000 a 26.000 km/h e, por isso, a energia liberada pelo impacto tem proporções colossais. Estima-se que para formar aquela cratera, a energia foi equivalente a 250 mil bombas iguais à que destruiu a cidade de Hiroshima. As imagens dos satélites mostram uma depressão circular, com diâmetro de 9,5 km, circundada por serras que correspondem às bordas da cratera.
Além da profunda deformação das rochas basálticas existentes no local, outro efeito do impacto foi a elevação do fundo da cratera, de modo semelhante ao que ocorre quando uma pedra cai sobre a água. Este fenômeno provocou a ascensão de camadas de arenitos da Formação Botucatu, que estavam a centenas de metros de profundidade. Fragmentos desses arenitos, de cor esbranquiçada, ainda podem ser encontrados em alguns pontos dentro da cratera.
O folheto segue explicando que tanto as rochas como o corpo celeste foram instantaneamente fragmentados, pulverizados e fundidos com a colisão. A maior parte da nuvem de detritos se espalhou em torno da cratera e uma parte menor depositou-se no fundo, formando um novo tipo de rocha chamada de “brecha de impacto”. São as brechas preservadas da erosão que estão na pequena pedreira tombada e que serviram como principais fontes de informação para se determinar a origem e como se formou a cratera de Vista Alegre.
Até hoje, 174 crateras foram descobertas na Terra, sendo apenas cinco no Brasil: Domo de Araguainha (MT/GO), Riachão (MA), Serra da Cangalha (TO), Domo de Vargeão (SC) e Vista Alegre (PR). Uma sexta cratera em potencial encontra-se em estudo pelo grupo de Alvaro Crósta: a de Cerro Jarau, situada na divisa entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai.
Um detalhe em relação às crateras de Vargeão e de Vista Alegre, é que ambas foram formadas sobre os basaltos da Formação Serra Geral e estão separadas por apenas 100 quilômetros de distância. Isto sugere que elas podem ser “gêmeas”, formadas por um mesmo corpo celeste que se dividiu ao entrar na atmosfera.
Fonte: http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2009/ju426_pag05.php (15/05/2010)